O que é?
O glaucoma é uma doença ocular que não tem cura, e é capaz de causar cegueira se não for tratada a tempo. O glaucoma desenvolve-se quando a pressão elevada no interior do olho, no decorrer do tempo, mata as fibras nervosas do nervo óptico.
O olho contém um líquido (humor aquoso) que circula continuamente no seu interior. Este líquido é produzido constantemente e escoado por uma região denominada malha trabecular. No caso do glaucoma, há uma diminuição no escoamento deste líquido, o que faz com que este se acumule dentro do olho e provoque um aumento da pressão intra-ocular.
Quando isso acontece, o portador da doença começa a perder a visão periférica. Ou seja: quando o indivíduo olha para frente, enxerga nitidamente os objetos que estão distantes, porém não se vê o que está nas laterais. Seria como se o olho estivesse observando através de um tudo. Nos estágios mais avançados, a visão central também é atingida.
No Brasil, mais de 900 mil pessoas têm a doença e, no mundo, são cerca de 67 milhões. Na maioria dos casos o glaucoma pode ser controlado com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão.
Tipos de Glaucoma
- Glaucoma Crônico de Ângulo Aberto: ocorre em 80% dos casos e não apresenta sintomas no início. No entanto, se não for tratado precocemente, com o passar dos anos o paciente pode perder totalmente a visão.
- Glaucoma Agudo: um olho normal sofre aumento grande e repentino da pressão intra-ocular. Os sintomas incluem dor intensa e náusea, assim como vermelhidão ocular e visão embaçada. Sem tratamento, o paciente pode ficar cego em apenas um ou dois dias. Caso de emergência clínica.
- Glaucoma de Pressão Normal:o dano ao nervo óptico e o estreitamento da visão lateral ocorrem inesperadamente em pessoas com pressão intra-ocular estatisticamente normal. Raramente o paciente apresenta sintomas bem definidos.
- Glaucomas Secundários: decorrentes de outras doenças. Em certos casos, estão associados com cirurgia ocular ou cataratas avançadas, lesões oculares, alguns tipos de tumor ou uveíte (inflamação ocular). Da mesma forma, os corticosteróides usados para tratar inflamações oculares e outras doenças, se usados indiscriminadamente, podem desencadear o glaucoma em algumas pessoas.
- Glaucoma Congênito: A criança que nasce com glaucoma geralmente apresenta sintomas característicos, como olhos embaçados, sensibilidade à luz, e lacrimejamento excessivo, globo ocular aumentado, córnea grande e opaca. O pediatra pode fazer este diagnóstico. Estas alterações são decorrentes do aumento da pressão intra-ocular que pode acontecer já durante a gestação. O tratamento sugerido é a cirurgia. Se for feita precocemente, pode apresentar bons resultados.
Diagnóstico e Controle
É importante lembrar que o glaucoma geralmente é assintomático. Não espere sentir alguma dor ou alteração na visão para procurar algum especialista. Consulte-se pelo menos uma vez por ano com um oftalmologista, após ter completado 40 anos de idade, ou mesmo se for mais jovem , caso tenha algum caso de glaucoma na família.
O exame fundamental é o realizado durante a consulta oftalmológica: o médico avalia a pressão intra-ocular e o fundo-de-olho do paciente, em busca de alterações no nervo óptico. Havendo a suspeita de glaucoma, poderão ser solicitados exames complementares, especialmente a campimetria, que pesquisará os defeitos da visão periférica característicos da doença.
Tratamento
Geralmente é aplicado tratamento clínico, feito com colírios que baixem a pressão intra-ocular. A laserterapia é indicada quando o tratamento clínico não está sendo capaz de conter os níveis elevados de pressão.
O tratamento cirúrgico é realizado quando não se consegue obter um bom controle pressórico apesar do tratamento clínico e /ou laserterapia.
Causas e Sintomas
A causa do Glaucoma não está totalmente esclarecida. Sabe-se que existem fatores de risco com idade avançada, alta miopia, ser de raça negra, etc.
Há, no momento, uma ampla discussão sobre a possibilidade do diabetes ser ou não um fator de risco. Mas já é possível afirmar, com certeza, que o glaucoma é uma das doenças em que o fator hereditário apresenta maior relevância. Sabe-se que 20% dos glaucomatosos têm história familiar dessa doença. O risco dos descendentes em primeiro grau apresentarem a doença varia de 10% a 40%.