Nova técnica pretende detectar mal de Alzheimer em humanos através dos olhos
Já diziam os poetas que os olhos são as janelas da alma, mas a novidade é que agora os cientistas afirmam serem os olhos também janelas do cérebro.
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Já diziam os poetas que os olhos são as janelas da alma, mas a novidade é que agora os cientistas afirmam serem os olhos também janelas do cérebro.
A recente descoberta de cientistas britânicos de que através de um exame ocular realizado com uma substância reagente, a qual detecta células que indicam a predisposição do cérebro do paciente ser vítima do mal de Alzheimer até 20 anos antes da pessoa apresentar os sintomas característicos da patologia degenerativa.

Segundo a oftalmologista Raquel Fonseca, a retina é uma espécie de extensão do sistema nervoso central. Nela, estão presentes os fotorreceptores, que são uma "porta de entrada" de informações para o cérebro. As imagens captada pelos fotos sensores são, posteriormente, repassadas ao nervo óptico que as encaminha ao sistema nervoso central e chegam ao cérebro. Daí a ligação da retina com o cérebro e aí está a explicação para a identificação do mal de Alzheimer pelos olhos.
O reagente desenvolvido pelos cientistas britânicos tem como alvo a retina, parte do olho considerada como extensão do cérebro. Ao atingir a retina, a substância destaca as células mortas, que são detectadas por uma câmera com raios infra-vermelhos.

A médica, especialista em Retina e Vítreo, que faz parte da equipe do Hospital de Olhos Francisco Vilar, explica que já existem exames que usam reagentes e "fotografam" o fundo do olho como a retinografia e a angiofloruescenografia, que identificam problemas como retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e até mesmo a neurite, uma patologia sistêmica relacionada ao sistema nervoso central. "A identificação da neurite por meio de exame da retina do paciente já representa um ponto de diálogo entre a Oftalmologia e a Neurologia, porém, o fato de detectarmos através da retina uma doença do sistema nervoso central como o mal de Alzheimer é algo totalmente inovador e uma revolução no tratamento e, principalmente, medidas para desacelerar a evolução do quadro clínico", finalizou Raquel.