Dr. Vitor Cortizo realiza cirurgias de retina utilizando o Constellation
Seguindo as tendências mundiais dos maiores centros de tratamento de saúde ocular, o Hospital de Olhos Francisco Vilar adquiriu o aparelho "Constellation" Vision System. A mais nova ferramenta para realização de cirurgia de vitrectomia via pars plana, aplicada a pacientes com descolamento de retina.
"A cirurgia de retina faz parte dos grandes desafios da oftalmologia. E com a moderna tecnologia hoje disponível, conseguimos melhores resultados, com segurança e eficácia." Enfatizou Vitor Cortizo, cirurgião de Retina e Vítreo.
Disponível nos Estados Unidos desde outubro de 2008 e na Europa desde janeiro de 2009, o equipamento foi homologado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 2010. Fabricado pela Alcon Laboratórios, o Constellation é também empregado em procedimentos cirúrgicos para o tratamento de outras doenças da retina, como a doença da mácula e retinopatia diabética, além da cirurgia de catarata.
"O sistema Constellation permite ao cirurgião melhor visualização e abordagem aos tecidos intraoculares, mantendo controle adequado da pressão ocular durante todo o procedimento," acrescentou o oftalmologista.
O equipamento é capaz de realizar cinco mil cortes por minuto, o dobro da potência do seu antecessor, o Accurus, lançado dez anos atrás. Outra vantagem é a sonda de menor calibre, com o poder de reduzir pela metade o tamanho médio da incisão ocular, de 1 mm para até 0,5 mm.
"Uma das formas de agressão à retina pela retinopatia diabética é o descolamento da retina. Com este novo sistema é possível tratar casos que, com a tecnologia anterior, teriam maior índice de complicações," pontuou Vitor Cortizo.
O "Constellation" representa um grande avanço na cirurgia ocular. Os novos recursos permitem uma cirurgia mais segura e em menor tempo cirúrgico. A incisão menor reduz a necessidade de sutura nos olhos do paciente, um conforto e uma segurança maior. De acordo com o especialista, já foram realizadas várias cirurgias com este novo equipamento.
O grande aumento na frequência de cortes permite uma manipulação mais segura das membranas e da periferia retiniana. Com isso, o cirurgião também ganha um maior controle das várias etapas da operação, sem dependência de auxílio externo.